GATTACA

O retrato de uma realidade onde a genética fala mais alto. As pessoas concebidas sem controle genético são consideradas In-validas e toda a sua vida é determinada ao nascer, inclusive as doenças que vai ter e os anos que poderá viver.

É nesta realidade que vive Vincent, um in-valido por cencepção que sonha em ir embora para a lua, mas que não poderia fazer isso por ser in-valido. Ele toma o lugar de Jerome, um valido que sofreu um acidente. Ele passa a trabalhar em GATTACA, que controla os voos espaciais. Para entrar lá, ele precisa da ajuda de Jerome que doa sangue e urina para os exames diários que são feitos.
Uma realidade um tanto apocalíptica, e que ressalta o desejo de perfeição do homem.
Veja trechos do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=0V7JQBhUwNM
http://www.youtube.com/watch?v=CgUtF6zlQkw&mode=related&search=
BARBARELLA
Um filme sobre uma espécie de futuro nada apocalíptico: BARBARELLA, que mostra um mundo onde o sexo foi a muito esquecido, mas o prazer não.

Quase tudo no filme é hilário. Desde a própria heroína (uma mistura de ingenuidade com sensulidade picante) aos vilões, vide o principal, Doutor Duran Duran, que inventou uma máquina de produzir orgasmos. Barbarella sai de planeta em planeta, vivendo loucas aventuras picantes em busca desta tão poderosa máquina, que pode ser o fim da paz no planeta terra - onde já não há guerras e o sexo físico não existe. O prazer é conseguido através de métodos mecânicos. Uma visão bem humorada do que a tecnologia pode um dia fazer com o homem...
Veja o trailler: http://www.youtube.com/watch?v=1uwNEnh9uaM
COMUNICADOR DE STAR TREK - PRECUSSOR DO CELULAR?
O ano era 1967. O seriado Jornada na Estrelas (Star Trek) estava estreando na TV com uma proposta diferente de tudo o qeu já fora visto antes. Fora isso, as bugingangas utilizadas pelos personagens da série chamavam a atenção de quem acompanhava as "viagens da nave estelar Enterprise".

Destes aparatos, um que chamava a atenção era o comunicador usado por quem precisava sair da nave. Era uma espécie de walkie talkie que nao utilizava de câmbio para alternar entre quem falava. O alcance era umpressionante para a época, podendo, por exemplo, se comunicar de um planeta com uma nave no espaço. Até aí pura ficção. Mas o tempo passou...

No fim dos anos 90, o boom dos aparelhos celulares popularizou a tecnologia da comunicação wireless (sem fio) na telefonia. O interessante é que o design dos aparelhos celulares era praticamente o mesmo dos comunicadores da série Jornada nas Estrelas, dos anos 60.

Nos anos 80, outra franquia do seriado (A Nova Geração) trazia um novo modelo de comunicador: um tipo de broche que, quando pressionado, abria os canais de comunicação com as naves ou com outros tripulantes. Basta esperar para saber se, no futuro, talvez não muito distantes, os nossos aparelhos celulares terão a mesma forma de broche proposta pela série.

Confira o comunicador sendo usado na série clássica dos anos 60: http://www.youtube.com/watch?v=7xHSWSJGIdc&mode=related&search=

Admirável Mundo Novo (Brave New World) foi escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932. É uma outra história sobre um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.
Vários comportamentos humanos são considerados selvagens, como o sexo por exemplo. Os bebês são gerados in-vitro, passando por um "controle de pureza". A satisfação humana é conseguida através de uma droga livremente usada.
Na trama central, o personagem Bernard Marx sente-se insatisfeito com o mundo onde vive, em parte porque é fisicamente diferente dos integrantes da sua casta. Num reduto onde vivem pessoas dentro dos moldes do passado (uma espécie de "reserva histórica" - semelhante às atuais reservas indígenas - onde preservam-se os costumes "selvagens" do passado (que corresponde à época em que o livro foi escrito), Bernard encontra uma mulher oriunda da civilização e o filho dela, John. Bernard vê uma possibilidade de conquista de respeito social pela apresentação de John como um exemplar dos selvagens à sociedade civilizada.
O livro desenvolve-se a partir do contraponto entre esta hipotética civilização ultra-estruturada (com o fim de obter a felicidade de todos os seus membros, qualquer que seja a sua posição social) e as impressões humanas e sensíveis do "selvagem" John que, visto como algo aberrante, cria um fascínio estranho entre os habitantes do "Admirável Mundo Novo".
Aldous Huxley escreveu, mais tarde, outro livro, chamado Retorno ao Admirável Mundo Novo, sobre o assunto: um ensaio onde demonstrava que muitas das "profecias" do seu romance estavam a ser realizadas graças ao "progresso" científico, no que diz respeito à manipulação da vontade de seres humanos.

A história de Huxley rendeu duas mini-séries para a televisão, uma produzida em 1980 e outra em 1998. Infelizmente nunca foram lançadas em vídeo ou DVD. A melhor de todas é a versão de 1980, com o ator canadense Keir Dullea (De “2001: uma odisséia no espaço”) que chegou a passar na TV Globo. Produzida pela rede NBC a série conseguiu um equilíbrio perfeito entre a comédia e o drama futurista e resumiu muito bem todas as idéias contidas no livro. A versão de 1998 é inferior e teve o ator Leonard Nimoy (O senhor Spock de “Jornada nas estrelas”) no papel de Mustafá Mond.

Embora nunca tenha chegado ao cinema, “Admirável mundo novo deixou sua marca em muitos filmes. Em “O Demolidor” (1993), a personagem de Sandra Bullock, Lenina Huxley, é uma homenagem ao livro e ao autor. E o filme “Gataca, a experiência genética” copiou muita coisa do livro de Huxley.

Já estava na hora de alguma distribuidora adquirir os direitos da mini-série de 1980 e lançá-la em DVD. Afinal, cópias piratas já estão sendo vendidas na Internet. Hoje, mais do que nunca, é importante relembrar o livro de Huxley. Afinal, a ameaça do terrorismo e do crime organizado pode nos levar para uma sociedade rigidamente controlada, como aquela que ele imaginou em 1932.
1984 - GEORGE ORWELL

Mais um retrato apocalíptico do futuro. Publicado em 1948 (invertendo os dois últimos dígitos temos 1984), o livro de George Orwell parece uma metáfora do mundo atual. A total falta de privacidade que se vive hoje, em grande parte pela internet, parece ter alguma ligação com a história.

Aqui o Estado aparece como onipresente, com a capacidade de alterar a história e o idioma, de oprimir e torturar o povo e de travar uma guerra sem fim, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada. A presença do Grande Irmão ("Big Brother") é a prova disso. Cada casa, cada rua, cada ambiante possui um grande monitor de vídeo com o rosto do Grande Irmão que observa a sociedade 24 horas por dia, além de mostrar imagens sobre as novas conquistas, vozes de ordem, filmes instrutivos e comandos. Através destes mesmos monitores, os cidadãoes são vigiados. A escrita ou qualquer outro tipo de registro não é permitida.

A trama central do livro é a vida de Winston, um funcionário do Ministério da Verdade de Oceania que acaba ficando incoformado com a realidade e parte para uma revolta que ele pensava ser solitária. Tudo motivado pelo amor que sente por Júlia, colega de trabalho. Mas ele descobre que não é fácil desafiar o partido que está no poder e que comanda a "Pista 1" - nome dado à Inglaterra que estaria sob o comando do Grande Irmão. O mundo está dividido em 3 partes que lutam enter si numa guerra sem fim.
Alguns dos momentos singulares no livro são os de adoração ao Grande Irmão. Os cidadãos param diaramente durante dois minutos e se entregam a uma histeria coletiva em ovação, em frente à uma enorme tela com o rosto dele.
Outras passagens interessantes, ficam por conta de Winston, ao escrever em um caderno que comprou secretamente em uma antiga loja de bugingangas. Para se esconder do Grande Irmão, ele sentava-se num pequeno vão da parede de casa, quase paralelamente ao monitor, onde não podia ser visto. Ali ele escrevia uma espécie de diário, em que registrava suas angústias e anseios.

A pretensão do Partido no poder, seria o de manter a paz. Mas a que custo? Tolhindo os humanos de toda e qualquer liberdade de expressão, de ir e vir, de livre arbítrio... Winston descobre das mais terríveis maneiras o que preço que se paga por quebrar as regras desta sociedade. Em alguns momentos, lembramos da ditadura militar, em outros do nazismo...
Em 1984, o livro foi levado à telas do cinema. O filme não tem todas as nuances do livro, mas dá uma boa mostra do que seria este mundo apocalíptico vislumbrado por Orwell que, não longe da ficção, pode se tornar inevitavelmente em realidade.
Confira o trecho inicial do filme com o culto de ovação ao "Big Brother": http://www.youtube.com/watch?v=RyrIj4CqVsc
Assista aqui ao trailler do filme: http://www.youtube.com/watch?v=QeJKxclGBtE&mode=related&search=

Um pesadelo futurista. Essa expressão poderia definir bem a obra de Ray Bradbury, escrita em 1945 e levada aos cinemas britanicos em 1966 pelo diretor francês François Truffaut. A história se passa em um futuro onde o trabalho do corpo de bombeiros é queimar (exatamente, queimar) todo e qualquer livro que encontrem pela frente.
Os livros são caçados em buscas minuciosas nas residências e, quando encontrados, são empilhado e incinerados. Os possuidores de livros são detidos e não podem fazer nada contra essa piromania exarcebada.
Uma das primeiras cenas do filme, mostra uma dessas buscas. Livros são encontrados em lustras, aparelhos de tv ôcos, gavetas com fundos falsos. Quando são empilhados para queimar, um garotinho que está entre os curioso, apanha um exemplar e começa a folhear, deixando claro que não faz idéia do que seja aquilo.

Talvez seja um pouco impossível imaginar um mundo onde não haja livros nem leitura. Mas talvez esta seja apenas a metáfora não muito irreal de um suposto controle dos governantes sobre aquilo que chega ao povo. Pode ser que não seja possível queimar todos os livros existentes, mas este controle da informação pode ser uma realidade bem mais próxima do que se possa imaginar. Aqui mesmo no Brasil, quando a ditadura militar ainda existia, a informação, as artes e a cultura sofriam esta "pirofagia", sendo mutilada, apagada e, em não raros casos, destruída.
Como no poderia deixar de ser, um movimento de rebeldes é mostrado no filme como a frente de resistência contra esta destruição da memória escrita da humanidade. Escondidos em florestas e em guetos anônimos, cada membro desta sociedade secreta tem a função de guardar na memória um livro completo, decorado palavra por palavra. São verdadeiros livros vivos, uma espécie de revanche contra a queima dos exemplares físicos, uma vez que não há uma forma de se apagar a memória do indivíduo.

Uma das cenas mais marcantes é a que mostra um senhor no leito de morte, transferindo apra uma criança o livro que tme na memória. O menino decora palavra por palavra que é dita pelo ancião, deixando uma mensagem, como quem afirma que apesar de tudo, ainda há esperança.
Veja aqui trechos de "Farenheit 451"
http://www.youtube.com/watch?v=d160eWmOrRc&mode=related&search=
http://www.youtube.com/watch?v=tKksi5Ny_es
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